Como Identificar?

Como identificar um melanoma?

Conhecer a nossa pele é fundamental e pode mesmo salvar vidas. Por isso, é importante estar atento, especialmente a alterações que surjam na pele.

O que devemos observar? 

O melanoma pode começar por parecer um sinal, aparentemente inofensivo. No entanto, existem algumas características que merecem atenção

  • Alterações visíveis: qualquer mudança no tamanho, forma, relevo, cor ou textura de um sinal ou pinta já existente. 
  • Aparência invulgar: o aparecimento de uma nova mancha com um aspecto diferente dos outros sinais da pele. 
  • Crescimento rápido: sinais ou manchas que aumentam de forma notória num curto espaço de tempo. 
  • Sangramento ou crostas: lesões que sangram sem motivo aparente, ganham crosta, não cicatrizam ou mantêm-se activas durante várias semanas. 
  • Comichão, dor ou sensibilidade: pintas que provocam desconforto, mesmo que sejam pequenas ou aparentemente benignas. 
  • Um sinal diferente dos outros: muitas vezes, o melanoma destaca-se por não se parecer com nenhum outro sinal do corpo – é o chamado “patinho feio”. 

Onde pode surgir? 

O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, mesmo nas zonas menos expostas ao sol. Os locais mais comuns incluem: 

  • Rosto, pescoço, ombros e costas 
  • Braços e pernas 
  • Couro cabeludo 
  • Palmas das mãos e plantas dos pés 
  • Unhas (especialmente como uma linha escura no leito ungueal) 
  • Entre os dedos 
  • Região genital 
  • Interior da boca ou olhos (em casos mais raros) 

Por isso, é essencial fazer uma observação completa da pele, idealmente com um espelho ou com a ajuda de outra pessoa. 

Se notar alguma destas características, é fundamental procurar aconselhamento médico o mais rapidamente possível. Lembre-se de que um diagnóstico precoce pode salvar vidas.
Na Liga os Pontos, estamos disponíveis para esclarecer, orientar e apoiar todas as pessoas que procuram informação ou acompanhamento sobre o melanoma, em qualquer fase da doença.

Apesar da suspeita clínica, o diagnóstico definitivo de melanoma só pode ser feito através de um exame anatomopatológico da lesão cutânea previamente removida (excisada). 

Este exame, além de confirmar o diagnóstico, permite identificar o subtipo de melanoma e fornece informações cruciais para o estadiamento (avaliação da extensão da doença) e para o prognóstico. Entre os principais parâmetros analisados estão: 

  • Índice de Breslow (espessura do tumor) 
  • Presença ou ausência de ulceração 
  • Índice mitótico 
  • Nível de Clark (nota: os dois últimos já não são considerados critérios obrigatórios nos sistemas de estadiamento mais recentes). 

O estadiamento do melanoma cutâneo segue actualmente a 8.ª Edição da American Joint Committee on Cancer (AJCC), com base no sistema TNM

  • T (Tumor): considera a espessura (índice de Breslow) e a presença (b) ou ausência (a) de ulceração 
  • N (Gânglios linfáticos): avalia o envolvimento ganglionar loco-regional 
  • M (Metástases): indica a presença de metástases à distância – podendo incluir gânglios linfáticos distantes, pele e órgãos internos (M1a, M1b, M1c

Este sistema é essencial para determinar o estádio clínico da doença e orientar as decisões terapêuticas mais adequadas a cada caso.

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